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Tamanho não é documento. Segundo os médicos, não é o comprimento do pênis que conta no desempenho sexual, mas sim a espessura, pois a zona erógena feminina fica na entrada da vagina.

A bioplastia peniana é um procedimento estético que promete aumentar a grossura do pênis, e por tabela, a satisfação da parceira e a melhora da autoconfiança masculina.

Apesar de ser simples e rápido, o procedimento não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica devido aos efeitos colaterais do produto aplicado. Portanto, é preciso refletir sobre sua real necessidade. E, se a decisão for fazer, recomenda-se procurar especialistas reconhecidos.

O que é

Não é uma cirurgia. A bioplastia peniana é um procedimento estético não-invasivo que demora cerca de 30 minutos. Com anestesia local, é feito pequeno furo na base do pênis, semelhante o de uma agulha de injeção, para inserir uma micro cânula, que introduz e modela o PMMA (polimetilmetacrilato).

Para que serve

A bioplastia pode ser usada para corrigir sulcos e cicatrizes após cirurgias ou na fase de envelhecimento, para devolver os contornos ou o volume perdido com a idade.

Algumas das áreas onde pode ser usada a bioplastia são:

  • Bochechas: permite corrigir imperfeições da pele e devolver volume a esta região do rosto;
  • Nariz: permite afinar e levantar a ponta do nariz, assim como diminuir a base do nariz;
  • Queixo: ajuda a delinear melhor o queixo, diminuir imperfeições e corrigir algum tipo de assimetria;
  • Lábios: leva a aumento do volume dos lábios e permite definir seus limites;
  • Nádegas: permite levantar o bumbum e dar mais volume, no entanto, como é uma área grande, tem maiores chances de complicações, por uso de uma quantidade elevada de PMMA;
  • Mãos: devolve elasticidade para a pele e ajuda a disfarçar as rugas que surgem naturalmente com a pele.

O que é aplicado no pênis

Bioplastia peniana

O PMMA (polimetilmetacrilato) é composto por microesferas de acrílico e é comercializado com diversos nomes como metacril, pexiglass ou lercite. É um bioplástico, que serve para modelar pequenas áreas do corpo. Apesar no termo “bio”, ele não é absorvido pelo organismo e sua aplicação é definitiva. Ou seja, em caso de rejeição ou “defeitos”, sua remoção é complicada e depende de uma cirurgia.

A bioplastia peniana promete engrossar o pênis em até 30% de forma simples, rápida e sem cirurgia. Mas é bom que se saiba: a bioplastia para fins estéticos não é recomendada pela SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) e nem pela SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

O motivo principal do posicionamento contrário não se deve ao procedimento, que é considerado seguro, mas ao material utilizado. O vilão é o PMMA (polimetilmetacrilato), conhecido também pelos nomes comerciais como metacril, pexiglass ou lercite. Conheça mais sobre os riscos da bioplastia peniana antes de tomar qualquer decisão.

Como é feita

A facilidade em realizar a bioplastia peniana é um dos principais atrativos: trata-se de um procedimento estético, que demora cerca de 30 minutos. Com anestesia local, é feito pequeno furo na base do pênis, semelhante ao de uma agulha de injeção, para inserir uma microcânula, que introduz e modela o PMMA (polimetilmetacrilato).

O que é o PMMA

O polimetilmetacrilato é um tipo de bioplástico. Apesar do nome “bio”, ele não é absorvido pelo corpo – e é aí que está o problema. Como a aplicação é definitiva, podem surgir complicações após alguns anos e a sua retirada exige cirurgia plástica.

Sem recomendações

Tanto a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) quanto a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) não indicam o uso do PPMA para fins estéticos, seja em pequena ou grande quantidade. Não há estudos disponíveis sobre as consequências do produto no corpo no longo prazo.

A forma de “chokito”

Dependendo da quantidade aplicada de PMMA, o pênis pode ganhar nodulações mais rígidas, ficando com um aspecto daquele famoso chocolate coberto com flocos crocantes.

Aplicação na glande

Na cabeça do pênis, que é uma área mais sensível, costuma-se usar um outro produto: ácido hialurônico sintético, que é absorvido pelo corpo.

Quanto aumenta

A espessura do pênis aumenta em até 30%, segundo os anúncios das clínicas que realizam o procedimento.


Pré-requisito

É necessário realizar exames prévios para saber se o paciente tem qualquer alergia às substâncias que serão inseridas no pênis. Também é preciso realizar a postectomia (cirurgia de fimose), já que a pele do prepúcio pode provocar deformidade.

30 dias de molho

Depois da bioplastia, o homem precisa usar um extensor peniano por 30 dias e ficar em abstinência sexual pelo mesmo período para garantir a nova modelagem.

Quanto custa

As clínicas fornecem informações de valores somente após uma consulta. Mas relatos de pacientes mostram que há uma variação gigante, de R$ 2 mil a R$ 20 mil, dependendo do profissional e do local a ser realizado.

Fique ligado

Justamente por ser uma aplicação definitiva, o procedimento traz inúmeros riscos à saúde, incluindo a chance de rejeição, formação de nódulos, necrose e até morte. O Conselho Federal de Medicina alerta que a substância só deve ser usada em pequenas doses e o paciente precisa estar ciente dos riscos que está correndo ao adotar o procedimento.

Tamanho normal

Faloplastia

Antes de tomar qualquer decisão, saiba que o tamanho médio de um pênis é de aproximadamente 9 cm flácido e 13 cm, ereto. A circunferência (grossura) média é de 9 cm mole e de 11 cm, duro. Então, se você se enquadra dentro dos parâmetros, as preocupações estão mais na sua cabeça do que em necessidade real.

Riscos à saúde

Como o produto não é absorvido pelo corpo, há casos de rejeição ao material, principalmente quando aplicado em excesso. Nos casos mais graves, causa inflamação e fortes dores no pênis. Quando o PPMA cai na corrente sanguínea, causa entupimentos de artérias, o que pode provocar parada cardíaca, embolia pulmonar e AVC, dependendo do órgão afetado.

Os principais riscos são:

  • Inchaço e dor no local da aplicação;
  • Infecções no local da injeção;
  • Morte dos tecidos onde é aplicado.

Além disso, quando é mal aplicada, a bioplastia pode causar deformações na forma do corpo, piorando a autoestima.

Abcesso após bioplastia peniana

Devido a todos estas possíveis complicações, o preenchimento com PMMA só deve ser usado para tratar pequenas áreas e após conversar com o médico sobre todos os riscos.

Caso a pessoa apresente vermelhidão, inchaço ou alteração da sensibilidade no local onde a substância foi aplicada, deve-se ir ao pronto-socorro o quanto antes. As complicações de injetar PMMA no corpo podem surgir 24 horas depois da sua aplicação ou anos depois da sua aplicação no corpo.


Relatos na internet

Há blogs e grupos na internet de pacientes que se submeteram à bioplastia peniana e reclamam dos resultados obtidos, sobretudo em relação a deformidades no pênis, necrose da pele e falta de assistência após o procedimento.

Correção da bioplastia

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica realizou uma pesquisa sobre o uso do PMMA. Em 2016, foram registradas mais de 17 mil complicações em pacientes que aplicaram o produto. Foram feitas 4.432 cirurgias plásticas para corrigir defeitos decorrentes da aplicação da substância. Cabe frisar que os dados são relativos ao uso geral do PMMA, não apenas em procedimentos de bioplastia peniana, sobre a qual não há dados específicos.

Má fama

A bioplastia ganhou má fama, principalmente após suspeitas de mortes de mulheres que fizeram o preenchimento nos glúteos com o PMMA. Outro caso de repercussão foi o da ex-modelo Andressa Urach que foi internada em estado grave com uma infecção nos glúteos e coxas. Ela foi causada pelo uso de metacril e hidrogel, outro produto usado para preenchimento corporal. Não há informações sobre mortes de homens que fizeram a bioplastia peniana.

Dica importante

Por não ser considerada uma cirurgia plástica, o procedimento é adotado por profissionais nem sempre qualificados e em ambientes impróprios. Mesmo sendo um procedimento considerado simples, minimamente invasivo, o ideal é que seja feito em uma clínica ou hospital com equipamentos adequados, caso ocorra uma emergência.

Conheça a clínica, o médico responsável e se certifique de que os produtos utilizados são aprovados pela Anvisa.



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