O HPV é uma infecção sexualmente transmissível que, no homem, pode causar o aparecimento de verrugas no pênis, escroto ou ânus.

Porém, a ausência de verrugas não significa que o homem não tem HPV, já que, muitas vezes, essas verrugas são de tamanho microscópico e não podem ser observadas a olho nu. Além disso, também existem vários casos em que o HPV não provoca qualquer sintoma, embora esteja presente.

HPV no homem

Uma vez que o HPV é uma infecção que pode não ter qualquer sintoma, mas que, ainda assim, é contagiosa, é recomendado o uso de preservativo em todas as relações para evitar a transmissão do vírus para outras pessoas.

Principais sintomas de HPV no homem

A maior parte dos homens com HPV não apresenta qualquer sintoma, no entanto, quando surge, o sintoma mais comum é o aparecimento de verrugas na região genital:

  • Pênis;
  • Escroto;
  • Ânus.

Estas verrugas normalmente são um sinal de infecção pelos tipos mais leves de HPV.

Porém, existem tipos de HPV homem mais agressivos que, embora não levem ao aparecimento de verrugas, aumentam o risco de câncer genital. Por esse motivo, mesmo que não se apresente qualquer sintoma, é importante fazer consultas regulares no urologista para despistar qualquer tipo de infecção sexualmente transmissível, especialmente após ter alguma relação sexual desprotegida.

Além da região genital, as verrugas também podem aparecer na boca, garganta e em qualquer outro local do corpo que tenha entrado em contato com o vírus do HPV.

O que fazer em caso de suspeita

Quando se suspeita de infecção por HPV no homem é importante consultar um urologista para fazer uma peniscopia, que é um tipo de exame em que o médico observa a região genital com uma espécie de lupa que permite observar lesões microscópicas. Entenda melhor o que é a peniscopia e para que serve.

Além disso, é muito importante utilizar preservativo em qualquer relação sexual, para evitar a transmissão do HPV no homem para a parceira ou parceiro.

Como se pega HPV no homem

Como se pega HPV

A principal forma de pegar HPV no homem é através da relação sexual desprotegida com outra pessoa infectada, mesmo que essa pessoa não apresente qualquer tipo de verruga ou lesão na pele. Assim, o HPV pode ser transmitido por via de sexo vaginal, anal ou oral.

As melhores formas de prevenir a infecção por HPV no homem consistem em utilizar preservativo em todas as relações sexuais e fazer a vacinação contra HPV, que pode ser feita gratuitamente no SUS por todos os meninos entre os 9 e 14 anos.

Veja aqui também outras doenças do pênis que são bem frequentes e como proceder.

Vacina do HPV

A vacina contra o HPV, ou papiloma vírus humano, é dada em forma de injeção e tem como função prevenir doenças causadas por este vírus, como lesões pré-cancerosas, câncer do colo do útero, vulva e vagina, ânus e verrugas genitais. Esta vacina pode ser tomada no posto de saúde e clínicas particulares, mas também é oferecida pelo SUS nos postos de saúde e em campanhas de vacinação nas escolas.

A vacina oferecida pelo SUS é a quadrivalente, que protege contra os 4 tipos de vírus HPV mais comuns no Brasil. Após a toma da vacina o corpo produz os anticorpos necessários para combater o vírus e assim, caso a pessoa seja infectada, ela não desenvolve a doença, ficando protegida.

Apesar de ainda não estar disponível para ser aplicada, a Anvisa já aprovou uma nova vacina contra o HPV, que protege contra 9 tipos de vírus.


Vacina contra HPV

Quem deve tomar

A vacina contra o HPV pode ser tomada das seguintes formas:

1. Pelo SUS

A vacina está disponível gratuitamente nos postos de saúde, em 2 a 3 doses, para:

  • Meninos e meninas dos 9 aos 14 anos;
  • Homens e mulheres de 9 a 26 anos vivendo com HIV ou AIDS, pacientes que receberam transplante de órgãos, de medula óssea e pessoas em tratamento contra o câncer.

A vacina pode ser tomada, também, por meninos e meninas que já não são virgens, mas a sua eficácia pode estar diminuída, pois já podem ter estado em contato com o vírus.

2. No particular

A vacina também pode ser tomada por pessoas com idades superiores, entretanto, são apenas disponibilizadas em clínicas de vacinação particulares. Ela está indicada para:

  • Meninas e mulheres entre 9 e 45 anos de idade, se for a vacina quadrivalente, ou qualquer idade acima dos 9 anos, se for a vacina bivalente (Cervarix);
  • Meninos e homens entre 9 e 26 anos de idade, com a vacina quadrivalente (Gardasil);
  • Meninos e meninas entre 9 e os 26 anos de idade, com a vacina nonavalente (Gardasil 9).

A vacina pode ser tomada mesmo por pessoas que fazem tratamento ou já tiveram infecção pelo HPV, pois ela pode proteger contra outros tipos de vírus HPV, e prevenir a formação de novas verrugas genitais e risco de câncer. 

Tipos de vacinas e doses

Vacina HPV

Existem 2 vacinas diferentes contra o HPV: a vacina quadrivalente e a vacina bivalente.

Vacina quadrivalente

  • Indicada para mulheres entre os 9 e 45 anos, e homens entre os 9 e os 26 anos de idade;
  • Protege contra os vírus 6, 11, 16 e 18;
  • Protege contra as verrugas genitais, o câncer do colo do útero na mulher e o câncer do pênis ou do ânus no caso do homem;
  • Fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, sendo chamada comercialmente de Gardasil;
  • É a vacina oferecida pelo SUS para meninos e meninas entre os 9 e os 14 anos.
  • Doses: São feitas 3 doses, no esquema 0-2-6 meses, sendo que a segunda dose é feita após 2 meses e a terceira dose é feita após 6 meses da primeira dose. Em crianças, o efeito de proteção já pode ser obtido com apenas 2 doses, por isso algumas campanhas de vacinação podem disponibilizar apenas 2 doses.

Veja a bula desta vacina clicando em: Gardasil

Vacina bivalente

  • Indicada a partir dos 9 anos e sem limite de idade;
  • Protege apenas contra os vírus 16 e 18, que são os maiores causadores do câncer do colo do útero;
  • Protege contra o câncer do colo do útero, mas não contra as verrugas genitais;
  • Fabricada pelo laboratório GSK, sendo comercialmente vendida como Cervarix;
  • Doses: Quando tomada até aos 14 anos são feitas 2 doses da vacina, com intervalo de 6 meses entre si. Para pessoas acima dos 15 anos, são feitas 3 doses, no esquema 0-1-6 meses.

Confira mais sobre esta vacina na bula: Cervarix.


Vacina nonavalente

  • Pode ser administrada em meninos e meninas com idade entre os 9 e 26 anos;
  • Protege contra 9 subtipos do vírus do HPV: 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58;
  • Protege contra o câncer do colo do útero, vagina, vulva e ânus, assim como contra verrugas provocadas pelo HPV;
  • É fabricada pelos laboratórios Merck Sharp & Dhome, com o nome comercial de Gardasil 9;
  • Doses: se a primeira vacinação for feita até aos 14 anos, devem ser administradas 2 doses, sendo a segunda feita entre 5 a 13 meses após a primeira. Se a vacinação for depois dos 15 anos, deve-se seguir o esquema de 3 doses (0-2-6 meses), onde a segunda dose é feita após 2 meses e a terceira dose é feita após 6 meses da primeira.

Quem não pode tomar

A vacina do HPV não deve ser administrada em caso de:

  • Gravidez, mas a vacina pode ser tomada logo após o nascimento do bebê, sob orientação do obstetra;
  • Quando se tem algum tipo de alergia aos componentes da vacina;
  • Em caso de febre ou doença aguda;
  • Em caso de redução do número de plaquetas e problemas de coagulação sanguínea.

A vacinação pode ajudar a prevenir a infeção pelo HPV no homem e o câncer de colo do útero, mas não é indicada para tratar a doença. Por isso, também é importante usar o preservativo em todos os contatos íntimos e, além disso, a mulher deve consultar o ginecologista pelo menos 1 vez por ano e realizar exames ginecológicos como o Papanicolau.

Campanha de vacinação nas escolas

A vacina contra o HPV faz parte do calendário de vacinação, sendo gratuita no SUS para meninas e meninos entre os 9 e os 14 anos de idade. Em 2016, o SUS passou a vacinar também os meninos de 9 a 14 anos, pois inicialmente, estava disponível apenas para aqueles com 12 a 13 anos de idade.

Os meninos e as meninas nesta faixa etária devem tomar 2 doses da vacina, sendo que a 1ª dose está disponível em escolas públicas e privadas ou em postos de saúde da rede pública. A 2ª dose deve ser tomada em uma unidade de saúde 6 meses após a primeira ou numa segunda temporada de vacinação promovida pelo SUS.


Efeitos colaterais da vacina

A vacina contra o HPV pode ter como efeitos colaterais dor, vermelhidão ou inchaço no local da picada, que podem ser diminuídos com a aplicação de uma pedrinha de gelo, protegido com um pano, no local. Além disso, a vacina contra o HPV pode provocar dor de cabeça, tonturas, náuseas, vômitos e febre superior a 38ºC, que pode ser controlada com um antitérmico como o Paracetamol, por exemplo. Caso o indivíduo desconfie da origem da febre, deve entrar em contato com o médico.

Algumas meninas relataram alteração da sensibilidade das pernas e dificuldade para caminhar, porém, os estudos com a vacina não confirmam que esta reação seja provocada pela sua administração, sendo mais provável que se trate de outros fatores como ansiedade ou medo de agulhas, por exemplo. Não foram confirmados por estudos científicos outras alterações relacionados a esta vacina.

Como é feito o tratamento do HPV no Homem

Não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do HPV no homem e, por isso, a cura da infecção só acontece quando o próprio corpo consegue eliminar o vírus naturalmente.

No entanto, caso a infecção cause o aparecimento de verrugas, o médico pode indicar alguns tratamentos, como a aplicação de pomadas ou a crioterapia. Ainda assim, estas formas de tratamentos apenas melhoram a estética do local e não garantem a cura, o que significa que as verrugas podem voltar a aparecer.


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