Existem remédios indicados para o tratamento da disfunção eréctil, como o Viagra, Cialis, Levitra, Carverject ou Prelox, por exemplo, que podem ajudar o homem a manter uma vida sexual satisfatória. No entanto, antes de optar por usar estes medicamentos, deve-se ir ao médico para perceber quais as causas que estão na origem deste problema, de forma a fazer um tratamento adequado.

A impotência Sexual, também conhecida por disfunção erétil, afeta geralmente homens entre os 50 e os 80 anos, e consiste na incapacidade e dificuldade em ter ou em manter uma ereção do pênis que permita manter o contato intimo. Saiba como identificar a impotência Sexual.

Remédios para tratar a disfunção erétil

INTRODUÇÃO

Durante muito tempo o tratamento para a impotência sexual se restringia a injeções no pênis, mecanismos que criam vácuos ou próteses implantadas através de cirurgias.

Desde o final da década de 1990, porém, há uma opção simples e cômoda para a disfunção erétil: os inibidores da fosfodiesterase Tipo 5 (PDE5), conhecidas comercialmente pelas marcas Viagra, Cialis, Levitra e Spedra.

Neste artigo vamos explicar como os medicamentos contra a disfunção erétil funcionam. Vamos falar também sobre as suas indicações, contraindicações e os efeitos colaterais mais comuns.

Alguns remédios que podem ser prescritos pelo urologista para tratar a impotência sexual incluem:

1. Sildenafila, tadalafila, vardenafila e avanafil

A sildenafila, tadalafila e vardenafila, mais conhecidos pelos nomes comerciais Viagra, Cialis, Levitra e Spedra, são medicamentos que agem estimulando o aumento do óxido nítrico na musculatura lisa dos corpos cavernosos do pênis, mediante estimulação sexual, promovendo o seu relaxamento e permitindo assim um melhor influxo de sangue, favorecendo a ereção do pênis.

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com estes medicamentos são dor de cabeça, dor lombar e dor muscular, tontura, distúrbios visuais, ondas de calor, rubor facial, congestão nasal, náuseas e má digestão.

SILDENAFIL (VIAGRA®)

Viagra

O sildenafil, comercializado sob o nome Viagra® desde em 1998, foi a primeira droga da classe dos inibidores da PDE5 a ser lançada no mercado. É atualmente o fármaco por via oral para impotência sexual mais testado e estudado.

Posologia

O Viagra é vendido em comprimidos de 25 mg, 50 mg ou 100 mg, com posologia que varia entre 25 mg a 100 mg por dia, dependendo da avaliação médica.

O comprimido deve ser tomado idealmente de estômago vazio (pelo menos 2 horas depois da última refeição) e 1 hora antes da relação sexual. O Sildenafil não é um medicamento para ser usado todo dia; o intervalo mínimo entre uma dose e outra deve ser de pelo menos 24 horas.

A ação do Viagra inicia-se com 30 minutos e dura por até 4 horas, mas isso não significa que o paciente apresentará ereção durante todo esse tempo.

O Sildenafil é apenas um facilitador da ereção, pois ele aumenta o tempo de existência do óxido nítrico já produzido, não influenciando diretamente na sua produção. Se não houver estímulo sexual, não haverá estímulo para liberação do óxido nítrico e consequentemente ereção, exatamente como ocorre normalmente com todas as pessoas.

Contraindicações

O Viagra é uma droga bastante segura, com mais de 12 anos no mercado. Porém, como qualquer medicamento, existem contra-indicações e efeitos colaterais. A contra-indicação mais conhecida é em pacientes com doenças cardíacas em uso de nitratos.

O Sildenafil é um vasodilatador e apesar de agir preferencialmente nos vasos do pênis, há também um aumento do óxido nítrico sistêmico causando uma redução da pressão arterial.


Em pessoas saudáveis essa queda é pequena é costuma ser assintomática. Porém, o uso do Viagra com remédios para hipertensão deve ser feita com cuidado. Os nitratos (isordil, monocordil, monoket, etc.), usados para a doenças cardíacas, são vasodilatadores cuja a ação é excessivamente potencializada pelo Sildenafil, podendo causar uma importante queda da pressão arterial, síncope e até angina (dor no peito por isquemia cardíaca).

Medicamentos usados para a hipertrofia da próstata, como doxazosin e terazosin, também têm efeitos vasodilatadores potencializados pelo Viagra e podem causar hipotensão. Dessa classe, a tansulosina parece ser a droga mais segura para ser tomada em conjunto com o Viagra.

Em pacientes com insuficiência cardíaca, o Viagra também não deve ser usado sem explicita autorização médica, pois pode causar descompensação do quadro.

Pacientes com histórico de AVC, principalmente nos últimos 6 meses, também devem ter cautela com o uso do Sildenafil.

Interações medicamentosa

Alguns medicamentos alteram o efeito do Viagra e a sua associação deve ser evitada. Os mais comuns são:

  • Eritromicina.
  • Cetoconazol.
  • Cimetidina.
  • Itraconazol.
  • Rifampicina.
  • Fenitoína.
  • Indinavir.
  • Ritonavir.

O Viagra não deve ser usado em conjunto com outros inibidores da PDE5. Não há potencialização da ereção com esta combinação e ainda existe elevado risco de toxicidade.

Os inibidores da  PDE5 em doses muito elevadas (acima das indicadas) podem causar AVC e hipotensões graves.

Efeitos colaterais

O efeito colateral mais comum do Sildenafil são a dor de cabeça e tonturas, causados pelos efeitos sistêmicos da vaso dilatação. Azia também é um sintoma comum.

Outros efeitos mais raros incluem alterações visuais como visão azulada, borrada ou aumento de sensibilidade à luz. Alterações auditivas como perda da audição (em alguns casos definitiva) também podem ocorrem.

O priapismo, que é a ereção prolongada e dolorosa, é um evento muito raro, mas que pode ocorrer após o uso do Viagra. Todo paciente com ereção contínua por mais de 4 horas deve procurar um serviço de emergência pois há risco de isquemia e trombose do pênis.


O priapismo é um efeito colateral mais comum quando o Viagra é usado de modo recreacional por pessoas jovens e associado a outras drogas como ecstasy, cocaína e anfetaminas.

VARDENAFIL (LEVITRA®)

Levitra

O Levitra é uma droga lançada em 2003, comercializado em comprimidos de 2,5 mg, 5 mg, 10 mg e 20 mg.

Assim como o Viagra, deve ser tomado 1 hora antes da relação sexual, e, de preferência, longe da última refeição. A ação também dura aproximadamente 4 horas.

Os perfis de efeitos colaterais e contra-indicações do Levitra são semelhantes ao do Viagra.

TADALAFIL (CIALIS®)

Tadalafila

O Cialis também foi lançado em 2003 e é comercializado em comprimidos de 5 mg, 10 mg e 20 mg.


Apesar da eficácia ser semelhante a dos outros inibidores de PDE5, o Cialis tem um efeito mais prolongado, que dura por até 36 horas.

Em relação aos efeitos adversos, o Tadalafil não parece causar as raras alterações visuais do Viagra e do Levitra.

AVANAFIL (SPEDRA® OU STENDRA®)

spedra

A Avanafil é o inibidor do PDE-5 mais novo no mercado. Sua grande diferença em relação aos outros fármacos da classe é o rápido início de ação, geralmente com 15 minutos, principalmente nas doses a partir de 100 mg.

2. Alprostadil injetável

Com o nome comercial Carverject, este medicamento é um injetável indicado para o tratamento da disfunção erétil, quando a sua origem está relacionada com os nervos, vasos sanguíneos ou quando a causa é de origem psicológica.

O alprostadil atua favorecendo o relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos e estimula a vasodilatação no pênis, levando ao desenvolvimento de uma ereção, dentro de 5 a 20 minutos após a aplicação do injetável. Saiba como preparar a injeção e quem não deve usar este medicamento.

Os efeitos colaterais mais comuns são dor no pênis, vermelhidão, fibrose peniana, angulação do pênis, nódulos fibróticos, ereção prolongada e hematoma no local da injeção.

3. Alprostadil lápis intra-uretral

Alprostadil

Este remédio deve ser inserido na uretra e atua dilatando os vasos sanguíneos para ajudar o homem a manter uma ereção ou para que o médico possa fazer um teste para perceber se a pessoa sofre de impotência.

Alguns dos efeitos colaterais que podem ocorrer com o uso deste remédio são dor na uretra e no pênis, dor de cabeça, tonturas, espasmos musculares, pressão arterial baixa, ligeiro sangramento uretral, dor nos testículos, sensação de ardor e comichão na vagina da parceira durante o contacto íntimo e curvatura e estreitamento anormal do pênis.

4. Testosterona

Nebido

Alguns homens podem sofrer de impotência sexual por terem baixos níveis de testosterona. Nestes casos, a terapia de reposição com este hormônio deve ser recomendada como primeiro passo ou, caso seja necessário, administrado em combinação com outros remédios. Saiba mais sobre reposição hormonal masculina.

A testosterona é vendida sobre alguns nomes comerciais como Durateston, Deposteron e Nebido, todas são testosterona mas com algumas diferenças.


Alguns dos efeitos colaterais que podem ocorrer com a terapia de reposição com testosterona são dor de cabeça, perda de cabelo, tensão, dilatação e dor mamária, alterações da próstata, diarreia, tonturas, aumento da pressão arterial, alterações de humor e nos resultados dos testes laboratoriais, hipersensibilidade e ardor na pele e perda de memória.

5. Prelox

O Prelox é um remédio natural com L-Arginina e Pycnogenol, que melhora a circulação sanguínea e aumenta o desejo sexual, sendo por isso indicado para tratar a disfunção eréctil.

Os efeitos colaterais que podem ocorrer durante o tratamento com o Prelox são dor de cabeça, diarreia, dor abdominal e inchaço na barriga.

Veja também quais os exercícios que melhoram e previnem a impotência sexual.


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