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Já pensou se você não pudesse andar de mãos dadas com sua companheira por medo de ser agredido, ofendido ou até mesmo assassinado? Pois bem: gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transsexuais vivem esse receio todos os dias. A cada 27 horas, a homofobia mata um no Brasil. Só em 2015, foram registradas 318 mortes de LGBTs — gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transsexuais — no nosso país.

Se, mesmo assim, você está se questionando: por que eu, heterossexual, macho de respeito, devo me preocupar com a homofobia? Por que devo apoiar a causa dos LGBTs? A resposta é simples: porque ser homossexual no Brasil é um fator de risco. Afinal, somos um país homofóbico, campeões em assassinatos de LGBTs.

entenda o assunto sobre homofobia

E você sabe de onde vem tanto ódio? Tanta violência? Da falta de empatia e respeito pelo que é diferente. Vem, necessariamente da homofobia, que significa medo, rejeição ou aversão à homossexuais ou a homossexualidade.

Ser macho de respeito vai muito além da orientação sexual, não é mesmo? Continue com a gente e saiba como você pode fazer diferente nessa história!

Homofobia no Brasil

A homofobia mata, e não somente pessoas LGBT. Segundo o Grupo Gay da Bahia, dos 318 assassinatos acontecidos em 2015, 52% das vítimas eram gays, 37% travestis, 16% lésbicas, 10% bissexuais, 7% de heterossexuais confundidos com gays e 1% amantes de travestis. Ou seja, o risco é de todos!

E a realidade dos transsexuais é ainda pior: segundo agências internacionais, mais de metade dos assassinatos contra transsexuais no mundo acontecem no Brasil. Ou seja, a expectativa de vida de transsexuais e travestis no Brasil não passa de 35 anos de idade, a mesma de um homem branco no século XVIII.

É, meu amigo: há pessoas sendo perseguidas por viverem a sua orientação sexual, por puro preconceito sexual. Desesperador, não é mesmo?

Após de todos esses dados, você deve estar se perguntando: o que a sociedade tem feito para tentar reverter esse quadro e o que nós, cidadãos comuns, podemos fazer para tornar a vida dos LGBTs menos complicada?

Não é preciso ser homossexual para defendê-los

Não é preciso ser homossexual para falar de homofobia

Em primeiro lugar, parar de vê-los como ameaça. Eles não ameaçam nossas famílias, nossos empregos e muito menos a estrutura da sociedade. Aliás, muitas vezes somos nós quem ameaçamos as suas vidas. Ninguém deve ser diminuído pelo amor que sente.

A transformação do todo passa, primordialmente, pela transformação de nós mesmos. Ou seja, não adianta queremos mudar o mundo se não somos capazes de mudar nem mesmo a forma como pensamos ou interagimos com a sociedade à nossa volta.

Por esse motivo, é muito importante que a comunidade heterossexual se una e seja realmente aliada da causa LGBT. Afinal, não é preciso ser gay para defender os seus direitos – assim como não é preciso ser mulher para ser contra o machismo, ou negro para ir contra o racismo.

É preciso se despir dos pré-conceitos para olhar para o outro com empatia e respeito. É preciso se desconstruir todos os dias para criarmos uma sociedade mais justa e igualitária para homens e mulheres, brancos e negros, gays e héteros, e para todos aqueles que não se identificam com nenhum desses rótulos.

O mundo é plural e é essa diversidade que nos torna tão interessantes. Portanto, está na hora de começar a mudar a forma como olhamos para o outro e para suas diferenças.

Conhecimento é a chave que abre a porta do respeito — por isso, procure conhecer melhor a realidade deste grupo de pessoas — e a empatia é o sentimento que nasce do coração que já consegue olhar o outro como um irmão, sem máscaras e sem rótulos.

Apoie a causa contra a homofobia

A gente sabe que é difícil simplesmente mudar de um dia para o outro, mesmo que o desejo mudar já seja o primeiro passo. Então, se você quer mudar de postura e fazer a diferença nesta causa, que tal começar parando de tratar o assunto como chacota nas rodas de amigos, trabalho e nas redes sociais? Combatendo a postura dos amigos homofóbicos, ou seja, aqueles que pregam o ódio contra a população LGBT.


Trate o tema com a seriedade que ele merece e não incentive o preconceito. Não é somente brincadeira, lembre-se: pessoas morrem quase diariamente por esse motivo. E se as piadinhas e comentários homofóbicos continuarem, você também pode se posicionar a favor da causa LGBT, respondendo-os com lucidez.

Separamos 5 comentários (horrorosos, diga-se de passagem) sobre homossexualidade e respostas rápidas que destruirão todos os argumentos rasos. Confira e dê o primeiro passo nessa luta!

Rebata os comentários

Rebata os comentários sobre homofobia

1. Casamento é somente entre homem e mulher

Essa é a clássica do cidadão homofóbico. Comece pontuando sobre o significado da palavra casamento. Explique para o ser humano que, para muitas pessoas, casamento é sinônimo de amor conjugal e não ao rito delegado pelas religiões.

Portanto, caso ele queira chamar casamento entre pessoas do mesmo sexo de qualquer outro termo, que fique à vontade, desde que não desqualifique o direito constitucional de união dos que se amam.

2. Tem coisa bem mais importante que pensar nos gays. Por que não fazem um movimento contra a fome?

Sabe os números que trouxemos no início do texto? Conte-os para seu colega homofóbico, informando como ser LGBT no Brasil ainda é um caso de vida ou morte para tantos.

É bom que se avise à pessoa que existem muitos movimentos contra a fome nesse planeta e que se ela não está participando é porque não quer.

3. A legalização do casamento gays levará à extinção da espécie

Controle-se e explique que mesmo que todas as mais de sete bilhões de pessoas que existem no planeta fossem homossexuais, não correríamos o risco de desaparecer, isso porque já dominamos técnicas super tecnológicas de fertilização.

Logo, se ele faz o sacrifício de ser hétero só pela preservação da espécie, pode deixar disso que tá tudo certo. Sem riscos, man!

4. Depois de aprovar o casamento gay vão aprovar o casamento pedófilo.

Contextualize: o que é pedofilia? Abuso sexual de crianças. Um crime. Questione ao seu colega se ele acredita que um homem que transa com outro homem, ou uma mulher que transa com outra mulher, ambos adultos, estão cometendo um crime. A grande maioria responde – lucidamente – que não. Logo, a discussão está encerrada, já que – olhe só! – homossexuais não devem ser tratados como pedófilos.

5. Pra que criminalizar a homofobia? Crimes de violência já estão previstos em lei. Isso seria privilegio à minoria.

Explique que grupos que sofrem preconceito por serem o que são precisam ser legalmente protegidos. Provavelmente ele não irá entender sua colocação. Então exemplifique com uma pergunta retórica: a lei que proíbe o racismo é privilégio para negros? Pronto. Ele poderá entender.


Todos nós, héteros ou não, podemos e devemos modificar essa realidade que assombra o Brasil, mesmo em pleno século XXI. A mudança está em cada um de nós e devemos praticá-la todos os dias, em todos os lugares.

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