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Primeira coisa antes de falarmos nesse assunto que muita gente é bem esclarecida, mas sempre possui suas polêmicas: falar palavrão não é legal. Tá certo que você já deve ter visto alguns dos nossos posts sobre barbas fodas e coisas do tipo, mas a ideia aqui é mostrar o quanto as “curse words” podem trazer seus problemas. Ou não: sinceridade não conhece palavras, certo?

Dois homens de barba falando palavrão

Como você já deve ter visto naquela esquete do espetáculo “nóis na fita” (de 2008… É jovem, estamos velhos) sobre como os palavrões podem ser… Esclarecedores e muito claros nas situações em que são empregados.

Porém, falar palavrões por aí, sem seguir algum tipo de protocolo social, é sinônimo de má educação, ou até mesmo uma rebeldia antes reprimida. Sendo assim, quando vale e quando não vale soltar essas palavras tão indecorosas? Bem, os barbudos mais bem-comportados dirão Nunca.

Só que, fazendo bom uso da sinceridade, sabemos que não é assim. Pense na seguinte situação, como exemplo: você acabou de sair da barbearia com os pelos faciais muito bem feitos, no estilo que desejava. Tudo está a seu favor, quando um motorista, daqueles bem engraçadinhos, passa com o carro em uma poça, molhando sem dó. A menos que você seja um barbudo daqueles bem tranquilos, o primeiro pensamento é imediato: “Que filho duma p…”.

Vejamos outras situações, hipotéticas, cujos palavrões podem ser “válidos”, e quando não é bem uma boa ideia.

Situação #1: quando a sinceridade é bem-vinda

Falar palavrão é as vezes bem vindo quando sincero

Voltando àquele exemplo anterior do barbudo molhado pelo carro, sabemos que, por mais chato e revoltante, a situação é irreversível, e a vida segue. Algumas horas mais tarde, depois de um bom banho para tirar aquela sujeira do corpo, os amigos chamaram para o Happy Hour. Um deles acabou  de ser promovido no trabalho, logo o momento é de comemoração.

Todo barbudo sabe como cuidar dos pelos faciais pede por dedicação constante. Lavar, passar os produtos para deixá-la mais macia, aparar de tempos em tempos, buscar o visual ideal… São muitas coisas a se preocupar. E apesar de não procurar por elogios, quando eles surgem são ótimos.

Assim, quando você chega no bar combinado, e com aquele visual apresentável, um dos amigos não exita em fazer aquela careta de satisfação, e soltar na hora: “Caramba, sua barba tá foda, hein.”

Aqui os palavrões têm um caráter bem mais amigável. É aquela história deles assumirem a função de adjetivos ou advérbios de qualidade, mas não vamos listá-los para você. Para bom entendedor, meia palavra basta. Ou palavrão

Situação #2: não causou tantos problemas, mas…

Falar palavrão é as vezes lhe causará problemas

Pense naquela situação em que os protocolos sociais pedem por formalidade e discrição. Um escritório executivo, por exemplo. Você está concentrado no seu trabalho, e tem aquele amigo metido a engraçadinho que não para de encher nos momentos mais importantes.

Com todo o respeito do mundo, você olha para o seu amigo por cima do monitor, e solta um “Vá à merda!” com gosto. O cara dá aquelas risadinhas de satisfação por ter lhe provocado com sucesso, no exato momento em que o chefe passou pelo corredor. Ele viu tudo, e só estava esperando a cena terminar para olhar com reprovação os dois.

No fim das contas, aquele palavrão não era bem necessário, mas, ainda assim, foi bem mandado para mostrar a gravidade da situação. Você mostrou, de forma sincera, que não está satisfeito com a situação. Mas nesses casos, o melhor é utilizar outras ferramentas sociais para evitar aquela imagem de mal educado.

A menos que esteja entre amigos, aí você pode mandá-lo para onde quiser com palavras chulas.

Situação #3: não faça isso nunca!

Tem certas situações que você não deve falar palavrão

Reunião com os sogros, ou qualquer figura de autoridade e com algumas décadas de existência, sabedoria, e conservadorismo. Pessoas nesse estágio da vida merecem um respeito até instintivo. Se os homens possuírem uma barba então, você só não bate continência pois não é preciso tanta formalidade.

Nessas situações, nunca, nunca mesmo, se atreva a soltar um palavrão. Mesmo que essas figuras lendárias de tão velhas soltem um de vez em quando. O protocolo social é de respeito, e uma palavra com esse tipo de conotação tem duas vezes o efeito negativo.


Barbudo pode falar palavrão?

Barbudo pode falar palavrão?

Existem situações em que soltar um palavrão deixam o dia até mais leve, ou como diz o Leandro Hassum, dá até sono. Mas sejamos sinceros: um barbudo de respeito não precisa tanto dessas palavras quanto realmente parece.

Não vamos dizer o que você deve ou não fazer quanto as palavras mais pesadas, só que saber como e quando usar faz toda diferença. Os exemplos de situações acima dão umas ideias sobre como abordar esse assunto de maneira educada, e mesmo assim não muito careta.

Mas tem um ponto importante, talvez o mais importante, quando o assunto vem à tona. A sinceridade que os palavrões soltam é bem nítida. De uma forma bem exagerada e absurda, mas, ainda assim, nítida.

Deu uma forma geral, busque ser um barbudo educado na maior parte das situações. Guarde os palavrões para situações mais pessoais, ou caso tenha algum tipo de intimidade com as pessoas que permitam essas palavrinhas jocosas. Assim você não queima seu filme com ninguém, e se torna um cara até mais sociável.

“Mano, sua barba tá foda!”

Palavrão vale como elogio?

É, eu sei que depois desse papo todo sobre ser educado e não ter problemas com o uso de palavrões, soltarmos essa. Mas seguindo aquela ideia de sinceridade, não tem elogio mais incisivo sobre o estado das nossas barbas. E aqui entre nós, é bem legal quando acontece.

Se você tomar os devidos cuidados sociais, os palavrões não chegam a ser um problema. Mas caso não seja realmente necessário, não utilize. Mais chato do que um boca suja, é um barbudo que solta uns palavrões sem necessidade.

E você, jovem, o que acha desse papo todo sobre palavrões? Deixe suas opiniões para nós nos comentários, e com sinceridade, viu? Por incrível que pareça, esse assunto é cheio de tabus, é bom ter um lugar para conversar. Até a próxima, e cuidado com essa língua afiada, hein.

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